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Por: Vinícius Pimentel

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PARA SEMPRE ELIS REGINA E SUA INTERPRETAÇÃO.

Por: Vinícius Pimentel

            Elis de fato por meio de sua interpretação soube de maneira extraordinária construir uma grandiosa significação e composição que lhe foram concedidas para interpreta-las, partiremos agora para analise da composição de João Bosco, Mestre Sala dos Mares cuja canção fora interpretada por Elis.




Mestre sala dos mares (João Bosco)

Há muito tempo nas águas
Da guanabara
O dragão no mar reapareceu
Na figura de um bravo
Feiticeiro
A quem a história
Não esqueceu
Conhecido como
Navegante negro
Tinha a dignidade de um
Mestre-sala
E ao acenar pelo mar
Na alegria das regatas
Foi saudado no porto
Pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por
Batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam
Das costas
Dos santos entre cantos
E chibatas
Inundando o coração,
Do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro
Gritava então
Glória aos piratas, às
Mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça,
Às baleias
Glórias a todas as lutas
Inglórias
Que através da
Nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais.

                   A forma de Cantar de Elis Fragmentada, constroi o sentido desta música demonstrando a situação abordada nesse contexto, explorado pela letra,  Quanto a interpretação feita por Elis podemos afirmar seguramente que esta magnífica mulher com o passar do tempo  foi solidificando a crosta da dificuldade, pois sua voz sempre aparecia repeta de significação, Elis demonstra por meio de sua interpretação algo diferente, e sem muito esforço, sua voz traduz muita  significação. Quando ela canta Rubras cascatas Jorravam/ Das costas Dos santos entre cantos/ E Chibatas/ Inundando o coração/ do Pessoal do Porão/ Que a exemplo do feiticeiro/ Gritava então/ Glória aos piratas ás/ Mulatas, ás sereias/ Gloria à farofa, à cachaça/  Ás baleias. Neste trecho há uma entonação por parte da Elis, pois além de retratar uma situação de muita dor e dificuldade em relação ao negros, monta toda uma cena que ao lermos já se costroi em nossa consciência
              Glórias a todas as lutas/ Inglórias/ Que através da/ Nossa história/ Não esquecemos jamais/Salve o navegante negro/ Que tem por monumento/ As pedras pisadas do cais. Este trecho retrata perfeitamente a situação do negro durante da costrução da história, quando Elis Regina canta, “Glória”, há uma forte entonação no sentido de que é preciso construir uma nova história, porém quando a interpreti canta “Inglórias” ela interpreta esta parte como de maneira que apresenta menos entonação, quer dizer para solidificar a mensagem que tem que ser transmitida por meio da interação e interpretação. Reparemos que na estrofe que se inicia com “Salve” Elis manifesta por meio de sua voz algo como se fosse um grito de libertação em relação a toda história vivenciada pelos negros.

            Segue como sugestão a música Mestre Sala dos Mares, interpretada de maneira magnífica pela esplendida voz de Eliz Regina.



 
               Elis Regina , continurá sendo de fato a voz que ficará para sempre maracada como caracterísca de nossa amada e respeitada MPB, como declara Regina Echeverria em seu livro Furacão Elis, “com o tempo isso foi ficando mais mais desenhado, como uma arquitetura, uma coisa costruída, Elis foi encontrando uma maneira de sofisticar aquela altivez, esteriotipar”26   (Echeverria, 1985).
            É como interpreta em na canção como nossos pais3   , onde diz vigorosamente em alto e bom som, Minha Dor é perceber/ Que apesar de termos feito/ Tudo, tudo/ Tudo que fizemos/ Ainda somos os mesmos e vivemos / Como nossos pais.
           Vamos reviver este momento curtindo a música "Como Nossos Pais" para relembrarmos de maneira extraordinária de nossa respeitada "Mãe da Interpretação" em nossa amada MPB.









quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Tropicalia e seu movimento

Por: Vinícius Pimentel

A Tropicália a arte repleta de vozes, que vestiu e transformou de maneira espetacular a música popular brasileira, fora muito bem criada e vivida pela magnífica voz de Caetano Veloso. A década de 60 é ficou marcada no Brasil, como uns dos períodos mais agitado mediante ao sistema político e ao mesmo tempo culturalmente, foi uma época de constante debate. Eis que surge o Tropicalismo um movimento que rompe com o valor da música Popular Brasileira, repleto de originalidade e o mesmo tempo, este movimento ficou marcado como a imprecisão de propósitos que de fato atuou pelo viés da comunicação com a massa.


           O nome tropicalismo nos conjetura primeiramente o entendimento de algo múltiplo, fragmentado que supõe liberdade, movimento, nosso grande compositor Caetano Veloso por meio de suas composições, recupera todos os elementos possíveis, o que levou a sociedade da época a enxergar o movimento tropicalista como algo repleto de originalidade da nossa cultura, que deixou muitos sem entender o que viam e ouviam em síntese é de fato possível enxergar que posteriormente ao tropicalismo passou a existir mais liberdade.

     Segue como sugestão a canção "Tropicalia" de Caetano Veloso, que retrata de maneira magnífica o movimento proposto:


A dura poesia concreta de tuas esquinas...

Falar de São Paulo, é o mesmo que brincar com a diversidade cultural, pois a amada cidade retrata a riqueza quanto raças, crenças e etnias.


Caro leitor caso você queira conhecer um pouco mais da cultura Paulista segue como sugestão a música Sampa composta por Caetano Veloso.

SAMPA

COMPOSIÇÃO: CAETANO VELOSO

Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João
é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
da dura poesia concreta de tuas esquinas
da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee, a tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi
de mau gosto, mau gosto
é que Narciso acha feio o que não é espelho
e a mente apavora o que ainda não é mesmo velho
nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
afasto o que não conheço
e quem vem de outro sonho feliz de cidade
aprende de pressa a chamar-te de realidade
porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
da força da grana que ergue e destrói coisas belas
da feia fumaça que sobe apagando as estrelas
eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços
tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Panaméricas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
mais possível novo quilombo de Zumbi
e os novos baianos passeiam na tua garoa
e novos baianos te podem curtir numa boa.